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Renato e Fabíola | Entrevista em 05 de novembro 2008

A nossa entrevista foi com a Judith. Ela é muito simpática e bem objetiva. Não notamos diferença no francês dela para o da Geneviève. A entrevista começou com ela se apresentando e explicando (na velocidade normal) como daria o andamento da mesma. Em seguida, ela perguntou se estávamos entendendo o que ela falava e respondemos que sim. Achamos que esse foi o primeiro teste, pois ela elogiou e disse que falava bem rápido e que continuaria a entrevista assim e caso a gente não entendesse alguma coisa ela falaria mais devagar. Não foi necessário, e quem entende o que a Geneviève fala, não terá problemas.
Primeiramente, ela pediu os passaportes, seguido pela certidão de casamento. Comentou que eu nasci no Rio e que a Fá nasceu em Curitiba. Viu nossa certidão, que tínhamos 5 anos de casado e sem filhos. Dissemos que teríamos um por lá. Em seguida, ela pediu o atestado das horas de francês. Disse que conhecia o Centre Québec, a Geneviève e que já estava acostumada com o bom nível do francês do pessoal de lá. Ela comentou que considerava o nosso francês avançado mesmo com 200 horas de curso, e que em outras escolas, pessoas que se apresentam com 300 horas tem o francês intermediário.
Em seguida, ela foi para os diplomas. Não tivemos que dar detalhes, pois ela já conhecia os diplomas da instituição (PUC-PR) e os nossos cursos. Pediu o certificado de especialização da Fá e perguntou o motivo dela ter escolhido RH. A Fá explicou e, em seguida, ela perguntou se ela teria intenção de trabalhar com isso por lá. A Fá disse que em princípio não, pois sabia que especialistas em RH precisam de regulamentação no Québec, mas que de início ela poderia trabalhar em outras funções que não exigem regulamentação. A seguir, ela se voltou para mim e leu o nome da empresa em que eu trabalhava e pediu para eu falar um pouco dela. Falei um pouco e ela, em seguida, me pediu alguma comprovação. Mostrei a carteira de trabalho. Em seguida, olhou para a Fá e leu o que ela colocou de experiência no formulário e perguntou o que era exatamente. A Fá explicou que fazia artesanato (sabonetes, espumas de banho, sais de banho...) e que ela começou fazendo por hobby até que foram aparecendo as encomendas, primeiro de parentes e depois de amigos. A Judith perguntou se ela tinha algum produto para mostrar e a Fá tirou alguns sabonetes da bolsa. Mostrou também uma foto de lembranças de casamento. A Judith se encantou e as duas entraram em um papo de mulher que até esqueceram que eu estava lá.
Ela faz apenas uma pergunta em Inglês para cada um (eu coloquei que tinha avançado e a Fá colocou que tinha básico). Eu expliquei que trabalhava em inglês e que 99% dos telefonemas e e-mails eram em inglês. A Fá simplesmente respondeu (com um pouco de dificuldade) que ela tinha dificuldade para falar, mas que entendia bem o que os outros falavam ou o que ela lia. O assunto inglês encerrou por aí.
Sobre o Québec ela fez uma única e longa pergunta: o que eu sabia do Québec, o que eu queria fazer lá e onde. Comecei a falar, mas me parecia que ela não conseguia escutar mais que cinco frases sem falar alguma coisa. Aos poucos a minha resposta se transformou em um diálogo e ela começou a dar dicas do tipo “quando vocês chegarem lá...” isso foi muito bom para tirar o nervosismo, pois ela falava como se já tivéssemos sido aceitos. No fim nem respondi tudo o que ela perguntou. Minha dica aí é não deixar o diálogo acabar, vai jogando outro assunto. Vale tudo: algum relato que você leu na internet, falar de alguma cidade, clima...ela é muito participativa, gosta muito de falar e isso deve garantir uns preciosos pontinhos no francês.
Em seguida, ela se virou para o micro e começou o silêncio. Foi aí que usamos as preciosas dicas do Luciano e da Tatiana, aproveitando os minutos de silêncio para conversar (eu e a Fá) assuntos off-topic em francês. Percebemos que ela ficava o tempo todo prestando atenção e, às vezes, ela fazia algum comentário. Fomos nos empolgando na nossa conversa off-topic até o ponto em que ela pediu (educadamente) para que a gente ficasse quieto, enquanto ela terminava de digitar os nossos dados.
Ficamos de olho na impressora, até que alguns minutos depois vieram os nossos CSQs. Aí ela falou mais, explicou a etapa federal, a validade do CSQ, deu dicas, escreveu nomes de lojas (ela gosta de falar). Finalmente, ela nos desejou boa sorte no nosso projeto e nos dispensou.
Renato e Fabíola. |
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RogÉria | entrevista em 11 de novembro 2008
Oi Ana,
Acabei esquecendo o celu em casa agora que vi sua ligação... Então, não fui muito bem na entrevista, eu fiquei muito nervosa, as perguntas eram as mesmas que a Geneviève praticou com a gente eu tinha treinado, mas fiquei tão nervosa que ate estranhei, e o cara tinha um sotaque bem diferente, algumas coisas nem consegui entender o que ele falava, ai fui ficando mais nervosa ainda!!
Enfim, ele disse que faltaram poucos pontos pra eu ser aprovada e que ia conversar com a diretora do escritório de imigração e que me daria uma resposta essa semana, então vamos ver o que vai acontecer, mas eu aviso pra vcs seja qual for o resultado....
Fiquei chateada pois eram coisas bem fáceis que eu sabia falar, mas fazer o que!! Manda um beijo pra Geneviève e diz pra ela que a preparação pra entrevista foi perfeita é aquilo mesmo que ela indica!! A minha foi com um entrevistador haitiano não lembro o nome, e ele que esta fazendo e a Madame Judite!! Os dois têm perfis muito diferentes, ele é mais direto, não fala muito e nem quer ver as pesquisas que fazemos, bem diferente da Judite pelo que comentaram as pessoas que fizeram com ela!!
Abraços Rogéria
P.S. A Rogeria foi aceita uma semana depois da sua entrevista.
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Taz e Tixa | entrevista em 2 de dezembro 2008

Olá pessoal!
Ontem chegou a cartinha convocando oficialmente para a entrevista (antes eu tinha recebido um email). Já preenchi o formulário de resposta e enviei por fax confirmando presença.
Como fazemos francês na Aliança Francesa e na escola não temos contato algum com o francês ou cultura do Québec, decidimos que seria bom fazer o curso de preparação para a entrevista em uma escola aqui de Curitiba que se chama Centre Québec. A escola é de uma québécoise e prepara os alunos especificamente para imigração... Vai ser bom para termos mais contato com o sotaque québécois e, é claro, passarmos por um treinamento psicológico pra entrevista.
Antes do curso, que começa hoje, já fizemos uma redação fazendo um apanhado geral das nossas profissões, dos motivos que nos levam a imigrar e sobre a cidade destino. Ficamos contentes porque as nossas redações foram bem avaliadas e, a princípio, o parecer da professora é que estamos prontos para a entrevista!
Após as aulas de preparação eu posto as minhas impressões e dicas que ficar sabendo...
Alors, à la prochaine!
Visite o nosso blog Contando os Passos
Taz e Tixa | Conseguimos o CSQ!

Olá, Pessoal! Passamos na entrevista e estamos com o sonhado CSQ nas mãos!
Segue o relato:
INDO PARA SÃO PAULO
Nuvens negras se abateram sobre Curitiba na segunda feira ... além do toró que deixou a maior confusão, acabamos saindo tarde do trabalho, nos atrasamos e perdemos o nosso vôo para São Paulo segunda à noite. Como era o último vôo saindo de Curitiba, o jeito foi transferir a passagem para terça pela manhã e torcer pra nada dar errado. Pra remoer a raiva de perder o vôo e com falta de vontade gastar mais R$60,00 em táxi, pegamos o ônibus pra ir do aeroporto de volta pra casa. Chegando em casa eu resolvi dar uma rearrumada nos nossos documentos pra entrevista. Terça feira, toca pro aeroporto pra pegar o vôo das 8:30. Deu um medão porque, embora tivesse sol (coisa rara a essa hora em Curitiba), tinha um nevoeiro exatamente em cima do aeroporto ... mas, no fim, o vôo saiu certinho. Chegando em SP, fomos direto pra região do bureau pra ficar cercando até a hora da entrevista, que seria às 14:00. Chegando lá, encontramos um casal daqui de Curitiba que conhecemos no Centre Québec durante nossos cursos de preparação e imersão (tomara que tenham passado). Como todo mundo que chega bem antes da hora da entrevista, matamos o tempo no shopping D&D que fica em frente ao bureau.
A ENTREVISTA
Às 13:30, fomos ao prédio do bureau e vimos o pessoal (Soraia Tandel, Eddie Alcide, Judith Grenon ...) saindo pra almoçar. Decidimos enrolar um pouco na calçada e olhar o povo passar até umas 15 pras 2. Fomos anunciados, subimos e ficamos na sala de espera junto com mais 2 casais e um rapaz. Um dos casais (A. e L.) era de Curitiba também. Outro casal era de Recife e eles tinham transferido a entrevista para SP (eram casal, mas fazendo entrevista em separado, pois eram noivos ainda). O outro rapaz eu não sei dizer... (update: o rapaz é o Álvaro, e ele passou na entrevista). O pessoal voltou do almoço e começaram a chamar os candidatos. O casal de recife acabou fazendo a entrevista junto com o M. Eddie Alcide (update: A Cau do brincando no gelo me confirmou que eles passaram - Félicitations!). Em seguida, o casal de Curitiba foi chamado pela Mme. Judith Grenon. Dali a pouco, a Mme Soraia Tandel nos chama e começa a entrevista.
Lembramos dos conselhos da Prof. Geneviève e fomos proativos desde o momento de fazer os cumprimentos, creio que fez bastante diferença durante a entrevista. A Mme Soraia começou nos explicando que o nosso dossiê havia sido analisado e ela ia fazer uma verificação e avaliação geral. Começou pedindo o meu passaporte, notou o visto de séjour temporaire para o Canadá e quis saber aonde tínhamos ido e por quanto tempo. Expliquei que fomos a Ville de Québec visitar amigos por 4 dias e a Montréal por 2 semanas para fazer um curso de francês. Já entreguei para ela o certificado do curso e a carta de aceitação da escola. Ela pareceu bem satisfeita em ver que nós tínhamos ido ao Québec para conhecer e aprimorar o francês.
Em seguida, pediu o meu diploma e histórico. Fez comentários em relação ao curso ser de engenharia mesmo, já que a minha escola (CEFET-PR, atualmente UTFPR) também possui curso de tecnologia e curso técnico. Perguntou o número de anos do curso, quanto tempo demorei pra concluir e se deu por satisfeita.
Depois, quis saber sobre a minha experiência profissional e o que fazia como engenheiro na empresa onde trabalho. Eu expliquei que era engenheiro de desenvolvimento e blá, blá, blá. Perguntou o que eu queria fazer no Québec e eu falei que queria trabalhar como engenheiro mesmo em Ville de Québec, mas sabia que precisaria da aceitação da OIQ, mas que em VQ há o Centre RIRE2000 que auxilia os imigrantes durante o processo da OIQ.
Ela quis saber se eu já havia feito alguma procura de emprego e mostrei vagas que achei no mercado interno da empresa que trabalho (que possui escritórios no Canadá), vagas do Jobboom, Monster e EmploiQuébec, mostrando que haviam boas ofertas em Ville de Québec, embora a maioria das oportunidades estivesse em Montréal. Em seguida ela perguntou o que eu faria até obter a aceitação da OIQ e eu disse que poderia trabalhar em áreas correlatas, mas que não tinham o título de engenheiro, como Analiste Programmeur, etc. Ela se deu por satisfeita.
Depois, confirmou comigo que eu tinha feito francês na Aliança Francesa, mas nem pediu a declaração de horas atualizada, só marcou lá no computador que havia feito na AF mais um curso em Montréal.
Em certo momento, ela perguntou sobre filhos e a gente disse que ainda não os tínhamos e que esperávamos para ter "des petits québecois" ... hehehe.
A conversa estava bem descontraída e a minha esposa também falava. Às vezes, a Mme Soraia cortava e dizia que ela queria que somente eu respondesse...
Depois, chegou a vez da minha esposa. A Mme Soraia pediu o diploma, confirmou a experiência profissional, o que fazia no trabalho e só.
Logo após, se dirigiu a nós e proferiu a tão esperada frase "Félicitations, vous êtes acceptés au Québec". Disse que só iria organizar os dados no sistema para imprimir o CSQ e depois passaria as informações para as etapas seguintes.
O interessante é que para o nível de Inglês, ela simplesmente me perguntou (em francês mesmo) se eu achava que falava melhor francês ou inglês. Eu respondi (em francês mesmo) que, para uma conversa do dia a dia, eu achava que meu francês era melhor, já que o meu inglês é utilizado somente profissionalmente e para assuntos técnicos, com construções de frases mais simples e que, embora falasse inglês há mais tempo, achava que o francês era melhor. A minha esposa disse que não concordava muito, que eu falava bem inglês, mas a Mme Soraia disse que tudo bem, ela ia marcar o inglês com um nível um pouco abaixo do francês, que a gente não dependia desses pontos e que nesses casos eles evitam falar em inglês para não misturar na cabeça do entrevistado... em momento algum pediu declarações nível de inglês.
Ao emitir o CSQ, para a minha surpresa, eu fui avaliado como francófono e a minha esposa como NF. No sistema, ela tinha colocado o meu nível como 7 (avancé) e a minha esposa como 6(fin intérmediaire), numa escala de 1 a 10 (pelo menos isso foi o que a minha esposa viu, eu mesmo estava arrumando os docs), mesmo a gente tendo os mesmos cursos a gente achar que temos o mesmo nível. Talvez tenha colocado assim porque acabei falando bem mais na entrevista, já que era o requerente principal.
Depois, recebemos o Apprendre le Québec, algumas folhas com informações e declarações e quis saber aonde tínhamos tomado conhecimento sobre o programa de imigração e eu disse que foi pela entrevista que ela tinha dado à CBN ano passado aqui em Curitiba e pela posterior palestra. Ela pareceu bem satisfeita e nos felicitou, disse que ficava muito contente por termos escolhido Ville de Québec e nos desejou boa sorte. Saímos da sala bem contentes e tentamos tranquilizar o pessoal que estava na sala de espera.
Bom, assim foi a entrevista. Mme Soraia não pediu muitos documentos, só olhou bem os passaportes, os diplomas de engenharia e as carteiras profissionais. O assuntos iam surgindo e eu sempre tentava dizer por mim mesmo informações que eu sabia que ela iria acabar perguntando, como a cidade para onde gostaríamos de ir.
Foi tudo tão tranquilo que nem me lembrei de marcar o tempo exatamente, tudo se passou em torno de 30 minutos. -
A VOLTA
Saindo do bureau, descemos o elevador com o casal A. L. de Curitiba (eles passaram também - Félicitations). Como estavam visitando parentes de carro, gentilmente nos deixaram em uma estação de metrô para podermos chegar facilmente à rodoviária (é isso aí ... a ida é de avião, mas a volta é de buzão). Se vocês estiverem lendo, façam o favor de entrar em contato pra marcarmos uma pizza de comemoração! Pegamos o ônibus das 17:00 e chegamos aqui em Curitiba à meia noite e meia, ufa!
Bom, é esse o nosso longo relato da entrevista de seleção! O bureau é bem tranquilo, eles tentam deixar um ambiente de calma na sala de espera. A sala aonde acontece a entrevista é bem agradável. Não tem o que se preocupar. Ninguém está lá pra reprovar ninguém, basta manter a calma e deixar o francês fluir. -
AGRADECIMENTOS
Agradecimentos a A. e L. por nos ter ajudado ali na saída do Bureau (entrem em contato), às nossas professoras do curso regular da Aliança Francesa (Letícia, Rosangela, Julia, Nonô e Marisa), o pessoal do Centre Québec, com a prof Geneviève, que nos deu dicas muito boas durante os cursos de preparação para entrevista e imersão, aos amigos que conhecemos pessoalmente e outros somente aqui na internet pelas informações, relatos, etc. Marmé e Tati, valeu pela acolhida aí em Ville de Québec!
Alors, à la prochaine! |
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Ronaldo e Susana | Entrevista em 17 de dezembro 2008
Olá pessoal, chegou a nossa vez. Conseguimos nosso CSQ dia 17/dez, na última quarta em SP. Acho que fomos um dos últimos entrevistados do ano. Vamos lá aos detalhes !!!!
Nossos perfis: Eu Ronaldo, 27 anos, formado em Administração e Comércio Exterior, francês intermediário alto, inglês fluente, experiência profissional de mais de 5 anos comprovada na área financeira. Ela Susana, 26 anos, formada em Economia, francês básico, inglês básico, experiência profissional tb de mais de 5 anos na área financeira. Moramos em Curitiba.
Fomos para SP na terça à noite, chegamos de madrugada e nos hospedamos no Hotel Intercity Berrini, que fica a umas 5 quadras do Escritório de Imigração. Bem confortável o hotel e a mão. Pagamos o preço da diária para estudante, o que deu 130 reais. Isso é São Paulo.
Fomos para o BIQ pouco depois do meio dia, pois nossa entrevista era às 13h30. Chegamos lá perto e fomos matar tempo no famoso shopping D&D. Repassamos algumas coisas a serem faladas na entrevista com direito até a rever como se falava alguns verbos em francês, conferindo num dicionário da loja da Saraiva dentro do shopping hehehe.
A gente se dirigiu então ao BIQ definitivamente, pois já eram 13h15. Nos chamaram pouco depois das 13h30 e a recepcionista disse que a nossa entrevistadora tinha acabado de sair para o almoço e que deveríamos esperar. Como não tivemos escolha, sentamos um pouco, ficamos lendo os materiais sobre o Québec e assistindo a uns programas que estavam passando na TV lá do BIQ.
Deu uns 20 min e ouvimos a voz da Mme. Judith nos chamando. Conforme as dicas da nossa prof. Geneviève, fizemos tudo certinho: Ah! C'est nous!, bonjour, comment allez-vous etc... Eu estava incrivelmente calmo, pois sou a ansiedade em pessoa e minha esposa que estava sim, bem nervosa.
Mas tudo ocorreu de maneira muito tranqüila e sem nenhum problema. Ela começou pedindo os passaportes, a certidão de casamento, depois os diplomas da faculdade, viu que tudo estava OK e disse que havíamos começado bem. Ela perguntou então para a Susana por que ela queria ir para o Québec, ela mesmo nervosa respondeu tudo bem e certinho, apesar de estar muito insegura devido ao nível débutant de francês.
Depois a Mme Judith pediu as comprovações de experiência profissional ao que lhe demos as nossas carteiras de trabalho e depois ela perguntou onde cada um de nós trabalhava atualmente e pediu para descrevermos nossas atividades no trabalho. Conseguimos responder e tudo parecia caminhar bem, apesar do nervosismo. Ela não pediu nenhum holerite ou comprovação do trabalho atual, mas nós havíamos levado.
Depois pediu para a Susana explicar porque queríamos ir para Montréal. Pelo que reparamos ela perguntou mais para ela para avaliar seu nível de francês, pois eu falava mais a maior parte do tempo, mas sempre respeitando as respostas dela sem interromper, conforme as recomendações da nossa prof do Centre Quebec em Curitiba.
Pediu nossos diplomas de francês, nós lhe demos e ela então perguntou ha qto tempo estudávamos etc. Ela perguntou então se eu falava inglês e confirmei em inglês dizendo que o usava muito no trabalho.
Depois perguntou a Susana e ela disse que falava um pouco, que havia parado de estudar, mas que voltaria no ano seguinte e ela se deu por satisfeita. Depois ela falou que minha formação era regulamentada pelo Québec e aquilo me deu um gelo na espinha pois eu confirmei isso varias vezes e lembrava que a Soraia havia dito na palestra que o curso de administração não precisava de licenças para exercer a função. Expliquei isso a ela e ela então reparou que havia se enganado, que realmente não era necessário que eu assinasse nenhum documento. Eu acredito que vc deve pertencer a alguma ordem de administradores se vc for exercer a função e tiver que assinar algum documento como Administrador (que seria o tal Administrador Juramentado), como não era o meu caso, eu trabalho em grandes empresas ou em escritórios e não emito nenhum documento como administrador, não havia necessidade. Ufff passado isso, ela foi para o computador.
Puxamos papo e perguntamos a ela se ela preferia São Paulo ou Buenos Aires, ela disse que não gostava mto de SP porque era mto poluída e que sempre que tinha mais tempo, voltava a Montréal para ficar com a família. Mas depois pediu-nos para não interrompê-la, pois ela precisava fazer nossa avaliação. Silêncio enervante na sala... .... Ela então fala: Eu tenho um serio problema de informática, então talvez não consiga imprimir, mas já posso adiantá-los que "vous êtes acceptés". UFFFF 200 kg a menos das costas de cada um e sorrisos largos nos rostos.... que alegria e que alívio.
Ela nos deu o famoso aprendre le Québec e depois nos explicou como funcionava o processo federal. O computador depois milagrosamente funcionou e ela pôde imprimir nossos CSQs. Saímos da sala bem, ela até deu dois beijinhos em cada um e tudo terminou...que bom!
P.S. Os únicos documentos que ela nos pediu foram: Passaportes, Certidão de Casamento, Diplomas da Universidade, Carteira de Trabalho, Comprovantes de Estágio (pois era parte da experiência da Susana), Comprovantes de Inglês e Francês, o Contrato de Autonomia Financeira e as Oportunidades de Trabalho. Claro que isso não significa que só se deve levar isso, ao contrario leve tudo e procure deixar sua pastinha completa caso o entrevistador queria esclarecer algo.
Dicas de sempre:
1) Tente ficar calmo. Sei que parece impossível, mas é a sua melhor e única saída. Confie no seu dossiê e pense que (esses é um dos melhores ensinamentos que já tive na vida): "O não você já tem, o sim você pode conseguir."
2) Se souber de algum curso preparatório para entrevista, faça. É bom para saber algumas dicas interessantes e que são altamente válidas na hora. Ex.: Como começar, cumprimentos, quem fala o que primeiro, postura, comentários relevantes.
3) Leve tudo em uma pasta com divisórias para que fique fácil achar os documentos. Qdo vc não encontra algo, fica nervoso e isso pode te atrapalhar. É incrível, parece que o córtex que fica nervoso é o mesmo que aprende idiomas, então fique calmo que seu francês (e inglês) vão fluir.
4) Seja claro, exiba seu ponto de vista e defenda-o. Essa é uma atitude québéquoise.
É isso, pessoal. Muito obrigado a todos da comunidade, li varias e repetidas vezes os relatos de entrevistas de todos, vcs não sabem como isso é válido. Agradeço aos meus amigos, colegas do Centre Québec e a Geneviève que coordena mto bem a escola e é isso aí. Agora é ver o processo federal para que tudo saia logo e possamos partir em julho de 2009 para Montreal, no verão, adaptar-se e enfrentar nosso primeiro inverno.
Abração,
Ronaldo e Susana. |
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Felipe Caldeira | Entrevista em dezembro 2008
Bom dia a todos! Espero poder contribuir um pouco com o grupo, relatando-lhes o que foi a minha entrevista em São Paulo, há algumas horas...
Primeiramente o entrevistador é um jovem cavalheiro de 35 anos, simpático, sincero e curioso. Faz perguntas realmente relevantes e lhe deixa a vontade. Se chama Dominique e tem um francês claro e até certo ponto formal, nada de pronúncia acentuada ou expressões muito corriqueiras. Perguntas que ele me fez:
O que eu faço em Curitiba? Onde fica Curitiba? Descrever minhas atividades. Isso teria a ver com a minha formação? Quanto tempo eu estive no Québec? O que eu fui fazer lá? De onde saiu a grana que eu tenho (trabalho há 2 anos - por isso a pergunta). O que eu farei quando chegar no Quebec? Com o que eu penso em trabalhar? Como é que eu devo fazer para ser um profissional registrado?
Depois disso ele concluiu: "Eu estou lhe dando o certificado, você conseguiu. No entanto, me cabe fazer alguns comentários: você é muito otimista (em geral os latinos são). Seu francês é muito bom, porém longe do que um engenheiro quebecois deve falar profissionalmente, continue estudando muito até chegar lá. Você não tem um bom plano, não sabe exatamente com o que vai trabalhar lá. A sensação que eu tenho é que você tem um nível de vida muito bom no Brasil e se você não abaixar a bola e planejar muito, mas muito bem o que você vai fazer quando chegar lá, você vai fracassar. Pesquise muito, estude muito, conheça muito, pois você vai concorrer no mercado de trabalho começando de baixo, é muito chão até chegar ao sucesso e a estabilidade profissional. Não quero ser pessimista, mas é minha responsabilidade dizer que você não está pronto e deve correr atrás (muito)."
Acho que ele foi sincero e realista. Eu concordo com absolutamente tudo e estava esperando a entrevista para começar verdadeiramente o meu projeto de vida. Espero que esse relato ajude aos que serão entrevistados em São Paulo nos próximos dias.
Um abraço a todos os futuros quebequenses, não tenham medo da entrevista e sim cautela com o que vem depois dela. É aí que tudo começa...
Felipe Caldeira |
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Leia relatos sobre as primeiras impressões dos ex-alunos que moram nas principais cidades do Québec:
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